quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Fortaleza e CRB, absolvidos

O último post deste blog dizia que ninguém falava mais nada sobre a suspeita de armação de resultados no jogo entre Fortaleza e CRB pela Série C do Brasileirão, a fim de evitar o rebaixamento do tricolor de aço para a quarta divisão.

Pois bem. Aconteceu neste terça, 27 de setembro, o julgamento do caso. Nenhuma punição por manipulação de resultado por parte dos clubes. O folclórico Carlinhos Bala, atacante do Fortaleza, foi o único que foi punido, por avisar aos adversários que "só falta um" quando o jogo estava 3-0. Os cearenses ainda fariam o quarto gol, que garantiria a parmanência. Seis jogos e dez mil reais.

Os clubes foram punidos em R$20 mil, apenas e tão somente por retardar o reinício da partida, quando o Fortaleza voltou para o segundo tempo com camisas brancas, cor que estava sendo usada pelo CRB.

O árbitro carioca Gutemberg de Paula Fonseca não relatou o fato na súmula e também não foi punido.

O vídeo abaixo, de 11 minutos, escancara a tentativa, e por parte dos dois clubes, de fazer o resultado que o Fortaleza precisava. Tentativa aliás muito bem sucedida, pois o CRB já estava classificado, o Fortaleza ficou na Série C, e não aconteceu nada com ninguém. Pra Jaqueline Roriz nenhuma botar defeito.


sábado, 24 de setembro de 2011

Séries C e D e o "legado" da Copa 2014


Durante essa semana um dos principais assuntos do futebol brasileiro foi o estado de abandono em que se encontram as divisões de acesso do futebol nacional. Motivadas por um semi-escândalo envolvendo suspeitas de manipulação de resultados na série C para evitar o rebaixamento do Fortaleza, uma série de colunas, matérias e reportagens se seguiu, mostrando como a CBF pouco faz pelas séries C e D do Campeonato Brasileiro, privilegiando a A e a B e principalmente seu time de camisa amarela.

Carlinhos Bala: "Só mais um" (Foto: O POVO)
Me chamou particularmente a atenção uma matéria no site da Gazeta Esportiva (veja aqui), com uma declaração do presidente Luiz Omar Pinheiro, do Paysandu-PA, que joga a série C, a respeito da despesa que os clubes dessa divisão têm a mais que os clubes das séries A e B:

“Estamos aqui, no Norte, ‘fumados’, a pão e água. Gastamos R$ 60 mil para jogar em Rio Branco-AC. Não recebemos nem uma bola. Ninguém ajuda. Com passagens aéreas e hospedagens, a Série C não custa nem R$ 5 milhões e dizem que não têm dinheiro para ajudar. Isso é desumanidade. O futebol forte não pode ser só o das Séries A e B”.

Vale lembrar que clubes das duas divisões de elite do Brasil recebem 23 passagens aéreas da CBF para jogar cada partida fora de casa. E que a disputa das séries C e D, apesar de nacional, é regionalizada nas primeiras fases justamente para tentar cortar custos.

O texto todo vale a pena ser lido. Outra informação interessante é a de que o clube do Remo, que está em situação semelhante ao rival paraense, fará uma homenagem a Ricardo Teixeira na partida entre Brasil e Argentina no dia 27 de setembro, para tentar passar um pano numa dívida milionária que tem com a confederação.

Para uma entidade que lucra R$83 milhões por ano, investir R$5 mi na Série C, que em teoria, abriga do 41º ao 60º melhor time do auto-proclamado "país do futebol", seria fácil, porém não é feito porque não tem retorno. Seria simplesmente um investimento no esporte. Porém, sabemos bem, a CBF não tem interesse nenhum em futebol como esporte ou meio de educação e inclusão social. Leia aqui a matéria da Folha de março deste ano, com destaque para a frase: “o futebol contribui para a desinformação do povo, já de si mal aparelhado intelectualmente”.

Seleção Brasileira jogando todo mês e a Copa do Mundo 2014 mostram mais uma vez como o futebol está deixando de se tornar uma expressão popular para se transformar em uma máquina de fazer dinheiro, nem sempre limpo.

O que é interessante é que, apesar de não ter os R$5 milhões que evitariam que os clubes quebrassem, na hora construir estádios para o Mundial e levantar a bandeira do "legado", o dinheiro, muitas vezes público, flui que é uma beleza.

O tema mais batido a respeito da Copa é o lucro fácil que virá para incorporadores, construtores, lobistas e toda sorte de profissional que se meter em construções de estádios. Vamos fazer um estudo sobre os 12 estádios da Copa-2014 e ver qual será o tamanho deste legado.

Ou seja, em um país cujo futebol tem quatro divisões nacionais que totalizam 100 clubes, vamos ver o que fica em cada cidade para depois, ou, qual a torcida que vai aproveitar as centenas de milhões investidos.

Todos os valores mencionados na construção dos estádios do Mundial foram tirados do Portal da Copa.

Belo Horizonte – Mineirão – R$684 milhões

Atlético e Cruzeiro, Série A

Os trabalhadores fizeram greve na semana passada, na véspera do evento de mil dias para a copa. O estádio é e sempre foi a casa do Cruzeiro e do Atlético, times normalmente de série A. O América, mais simpático à serie B, não costuma jogar ali, até porque sua média de público é vergonhosa. Está longe de vir a ser um elefante branco, mas o preço é salgadíssimo.

Brasília – Mané Garrincha – R$671 milhões

Brasiliense, Série C

Hoje em dia os R$55 milhões gastos no Bezerrão, no Gama, em 2008, parecem módicos perto das cifras da Copa. Mas na época o estádio, que foi utilizado apenas duas vezes em jogos importantes, foi bem criticado. Serviu para a Seleção aplicar 6-2 em Portugal em partida amistosa, e foi palco de Goiás x São Paulo, última partida dos paulistas pelo Campeonato Brasileiro daquele ano, e que valeu o título depois da vitória pelo placar mínimo. Depois, Série C, e com o rebaixamento do Gama em 2010, Série D. Com o Mané não será diferente: o Brasiliense é o time melhor colocado do estado, na terceira divisão. Os dois clubes do DF que jogam a Série D mandam seus jogos fora da capital federal – além do Gama, temos o Formosa, da cidade goiana de mesmo nome, mas filiado à federação do DF.

Arruda e Teixeira, uma combinação polêmica
Cuiabá – Verdão – R$596 milhões

Cuiabá, Série D

Em um estado sem nenhuma tradição no futebol, o melhor time é o Luverdense, de Lucas do Rio Verde, que joga a Série C. Na D, o Vila Aurora, de Rondonópolis, e o glorioso Cuiabá Esporte Clube, fundado em 2001 pelo ex-atacante Gaúcho, que jogou no Flamengo e Palmeiras entre os anos 1980 e 1990. O time verde terá à disposição o estádio para 43.600 espectadores, enquanto atualmente manda seus jogos no pequeno Dutrinha, que comporta sete mil pessoas.

Curitiba – Arena da Baixada – R$220 milhões

Atlético, Série A

Durante muito tempo o Atlético Paranaense teve o melhor “meio estádio” do Brasil, já que sua moderna estrutura em uma lateral contrastava com nada mais que um gigantesco muro de concreto na outra. É o estádio com o menor orçamento para a Copa, e, por mais que o Furacão flerte perigosamente com a Série B há alguns anos, também tem a utilização garantida.

Fortaleza – Castelão – R$486 milhões

Ceará, Série A, e Fortaleza, Série C

É a casa do Ceará e do Fortaleza, dois times que tem muita tradição local, mas, a bem da verdade, pouca expressão no cenário nacional. O Ceará varia entre as duas primeiras divisões, enquanto o Fortaleza acaba de evitar, na última hora e cercado de polêmicas, uma queda para a quarta. Mesmo assim, o estádio deverá ser bastante utilizado, dependendo do desempenho dos dois clubes nos campeonatos que disputarem.

Manaus – Vivaldão – R$533 milhões

Nacional, Série D

Os dois representantes do estado na Série D são o Nacional e o Peñarol, exatamente como se estivéssemos em Montevidéu. A diferença é que o Peñarol, atual bicampeão estadual, é da cidade de Itacoatiara, a 270 km da capital. A Arena de meio bilhão de reais e 44.310 lugares servirá apenas ao Nacional, que já terminou sua participação na Série D de 2011.

Natal – Estádio das Dunas – R$400 milhões

América, Série C

O clube em melhor situação no estado está na Série B e é o ABC, que é dono do Frasqueirão, inaugurado em 2006 com capacidade para 18 mil pessoas. O outro time tradicional da região, o América, é quem mandava suas partidas no Machadão, demolido para dar lugar ao novo estádio que atenderá às exigências da Fifa. Na Série C, o Dragão poderá levar até 42 mil torcedores para prestigiá-lo, a mesma capacidade do estádio antigo.

Porto Alegre – Beira-Rio – R$290 milhões

Internacional, Série A

Estádio privado, tem o menor custo por assento da Copa: 60 mil torcedores terão sua cadeira ao preço de R$4.830 cada. O Inter é de tradições continentais e nunca teve problemas para encher seu estádio, mas não custa perceber que o preço dessa reforma é quase a mesma coisa que a Juventus de Turim acaba de gastar para construir o seu novo estádio, que substituiu o demolido Delle Alpi.

Recife – Arena Pernambuco – R$494 milhões

Aceitamos sugestões

Na minha humilde opinião, o estádio mais indecente da Copa. O nome sem criatividade retorna, e obviamente motivado pelo fato do estádio não ter relação nenhuma com absolutamente nada. Fica em São Lourenço da Mata, a 19 km de Recife, e não vai servir de casa nem para Sport e Náutico, na Série B, nem para o Santa Cruz na D, que tem como seu colega Pernambucano o Porto de Caruaru. E vai comer quase meio bilhão de reais para virar o elefante branco em todos os aspectos possíveis, já que a Ilha do Retiro, os Aflitos e o Arruda continuarão abrigando as partidas de suas tradicionalíssimas equipes mandantes. Também na Série B temos o Salgueiro, da cidade homônima a 500 km de Recife.

Rio de Janeiro – Maracanã – R$860 milhões

Flamengo e Fluminense, Série A

A obra mais cara da Copa é para reformar um estádio que já existe, o ex-maior do mundo. Sem dúvida é um estádio belíssimo, imponente e o mais tradicional do país. As matérias sobre as greves de trabalhadores e estimativas superiores a um bilhão de reais nos custos estão por toda a imprensa. Vasco e Botafogo não vão utilizar, pois têm São Januário e o Engenhão, outro estádio polêmico que custou R$380 milhões aos cofres públicos à época do Pan 2007.

Greve no Maracanã. (Foto: Globoesporte.com)

Salvador – Fonte Nova – R$592 milhões

Bahia, Série A

Em novembro de 2007, um acidente no estádio deixou sete mortos e dezenas de feridos, quando o Bahia subia da Série C para a B do futebol brasileiro. Desde 2009, o clube manda suas partidas no Pituaçu, estádio municipal. Serão 65 mil assentos para a torcida tricolor sofrer com seu time que joga praticamente uma divisão diferente a cada ano.

São Paulo – Itaquerão – R$820 milhões

Corinthians, Série A

O “Isentão” ou “Indecentão” é outro largamente divulgado na imprensa. Eu, como corintiano, lamento que o Pacaembu, que é há décadas a casa do Timão e o estádio mais aconchegante da cidade, passe a não ser mais utilizado. Os defensores dizem que quase um bilhão enterrado em um estádio é o que vai desenvolver a zona leste da capital paulista. Não consigo ver a lógica disso, mas ok, que façam bom proveito, afinal estamos todos pagando.

Em média, cada assento em um estádio “de Copa” custará R$9.550. Os dois estádios que serão de Série D (Manaus e Cuiabá) são proporcionalmente os mais caros: 12 mil e 13,7 mil de média, respectivamente.

A conta final é: R$6,6 bilhões, ou o PIB do Haiti, apenas em estádios de futebol, sem contar as fantásticas obras de infra-estrutura. Além disso, para o “legado” ser aproveitado pelo torcedor brasileiro, há gente defendendo que eles sejam reformados novamente após a Copa, para evitar a violência. Afinal, o torcedor brasileiro nada mais é do que um animal que pagará para que se construa estádios para que os torcedores estrangeiros visitem o Brasil. Assino embaixo tudo que esta coluna da Trivela coloca.

A Copa é deles, a conta é nossa. E sobre o Fortaleza na série C, não se fala mais nisso.

sábado, 17 de setembro de 2011

Millwall x West Ham: o clássico hooligan de Londres

Hoje tivemos pela Premiership, a segunda divisão da Inglaterra, aquele que é conhecido como o clássico das torcidas mais violentas do futebol do Reino Unido, Millwall x West Ham United.

Fonte: Millwall FC
O policiamento era ostensivo, as cercanias do estádio já estavam preparadas para todo tipo de confusão, e não houve nem transmissão de TV do evento.

O derby sempre foi marcado pela rivalidade feroz entre seus torcedores, que foi aumentando gradativamente, alimentada pela pouca freqüência com que ambos se enfrentam – foram 60 encontros nos primeiros 15 anos de clássico, e apenas 37 nos 100 seguintes. Dois eventos recentes, porém, fizeram a disputa ganhar atenção mundial e elevar a tensão para a partida desta tarde.

Em 2005, o filme Hooligans, com nomes conhecidos como Elijah Wood e Claire Forlani no elenco, retratou o dia-a-dia de um grupo de torcedores que incorporam tudo que imaginamos de um hooligan: sujeitos da classe trabalhadora prontos para a briga, especialmente em dias de jogos, e contra torcedores rivais. No fundo, o futebol em si pouco importa, desde que exista muita ação fora do campo. Os torcedores retratados são justamente do West Ham, e os rivais do Millwall são os responsáveis pelos momentos mais quentes do longa-metragem.

O filme não chegou a ser um grande sucesso, mas até ganhou certo destaque e chamou a atenção para aqueles que não conheciam o clássico do sudeste de Londres (sim, sudeste, apesar de ser West, e não East Ham).

A questão dos poucos encontros entre as duas equipes também aparece no filme, quando os torcedores rivais escutam no rádio atentamente ao sorteio da FA Cup, esperando que exista finalmente uma chance de reencontrar o adversário. Isso se explica porque, apesar de origens similares (ambos foram fundados por grupos de estivadores rivais no século XIX), a trajetória dos dois clubes ao longo de 115 anos de rivalidade foi muito distinta.

O West Ham é uma equipe mais tradicional, apesar de ter menos vitórias nos confrontos com os rivais (33x38, mais 27 empates com o de hoje). Ganhou a FA Cup em três oportunidades (1964, 1975 e 1980), além de ter dois vice-campeonatos. Nunca venceu a liga principal, mas foi terceiro colocado em 1986, e sempre foi freqüentador muito mais assíduo da Premier League.  Revelou diversos talentos recentes do futebol inglês, como Frank Lampard, Michael Carrick e Joe Cole, entre outros. Foi rebaixado agora, na temporada 2010-2011.

É um dos clubes com tradição mais ligada aos torcedores organizados nos anos 70-80, incrivelmente notabilizado por brigas dentro de sua própria torcida e pela The Mile End Mob, uma das organizadas mais antigas do mundo.

Ficou conhecido no Brasil em 2006, depois de uma transferência repentina de Carlos Tevez, que jogava no Corinthians e era apadrinhado pelo misterioso Kia Joorabchian, para o time de Londres.

Já o Millwall é ranqueado pela federação inglesa como apenas o 40º melhor clube do país. Seu melhor resultado na liga nacional foi a 10ª colocação em 1989, e em copas, seu melhor resultado foi vice-campão da FA Cup,em 2004. Sempre ficou muito mais entre a segunda e terceira divisão, e seus melhores anos no aspecto esportivo, a década de 80, ficaram muito menos conhecidos do que seus torcedores hooligans, que têm como mote “no one likes us, we don’t care”.

Em março de 1985, uma partida do Millwall pela FA Cup contra o Luton Town, com diversas invasões de campo e brigas nas cercanias do estádio, foi um dos muitos eventos naquela década que culminaram com a intervenção do governo e da polícia no futebol, a identificação obrigatória do torcedor para comprar ingresso, a reforma de diversos estádios e finalmente criação da Premier League, em 1992, na tentativa de eliminar o hooliganismo. De lá para cá, apesar de um ou outro evento isolado, o futebol é relativamente pacífico e até perigosamente elitizado, o que é o grande mote do movimento Against Modern Football (mas isso é outra história).

O outro evento que ajudou a aumentar a tensão para hoje foi a última partida entre os dois clubes, pela Copa da Liga, em 25 de agosto de 2009, em Upton Park, casa do West Ham. Depois de quatro anos sem confrontos entre as duas equipes, a partida terminou com vitória dos mandantes por 3-1, na prorrogação, ofuscada por três invasões de campo generalizadas, brigas dentro e fora do estádio e um torcedor do Millwall esfaqueado no peito.  Torcedores que violaram o “banimento” de seu direito de ir ao estádio, pubs depredados, policiais feridos, 19 prisões e tudo que a Inglaterra gostaria de mostrar que não existe mais, estava lá. E, para hoje, os torcedores do Millwall não estavam dispostos deixar barato.

Invasão de campo na Carling Cup 2009

O clima de vingança era exatamente o que a polícia queria evitar hoje no The Den, estádio do Millwall. Um esquema especial foi montado, equipamentos mais fortes foram levados, e a torcida visitante ficou completamente isolada dos rivais.

A não-transmissão televisiva foi outro fator que fez chamar a atenção para o evento, já que a Championship, mesmo sendo a segunda divisão, é transmitida para diversos países do mundo, Brasil inclusive, e esse era o jogo mais aguardado do fim de semana, por tudo que envolvia o encontro. Hoje em dia na Europa nem se filma mais o torcedor que invade o campo, para não dar fama ao cidadão, então uma possível invasão generalizada seria tratada da mesma forma. Porém, não fazer a transmissão é algo que vai além disso, até porque, em caso de confusão, o material seria notícia, e, por que não, poderia ajudar a polícia. Porém, nesse mundo de futebol-negócio, em que a Inglaterra ganhou a imagem de país que “venceu a violência” no esporte, seria uma forma de evitar uma mancha em seu produto, já que a falta de imagens minimizaria os eventos, caso eles ocorressem.

Os fortes gritos das torcidas, segundo os relatos publicados na imprensa inglesa, foram ouvidos durante toda a partida, como de costume, mas não animaram muito os atletas, que não conseguiram sair do 0-0. Até agora (escrevo mais ou menos três horas depois do fim do jogo), também não houve notícia de confrontos pós-jogo.

O próximo encontro acontecerá no dia 4 de fevereiro de 2012, novamente em Upton Park. E, se os Hammers não subirem nem o Millwall cair (ambas possibilidades concretas), na temporada 2012-2013 teremos mais dois encontros, voltando o clássico a ter uma freqüência que não se via desde o início do século XX.