terça-feira, 1 de novembro de 2011

Ultra vergonha

O movimento dos Ultras, iniciado na Itália e muito forte na Europa Oriental, tem em sua raiz a luta de torcedores por seu espaço "à moda antiga", assistindo às partidas em pé, com ingressos baratos, com direito a bandeiras e tudo que faz parte de um espetáculo de futebol, e não só de futebol, afinal existem grupos do tipo em partidas de basquete, rúgbi e até pólo aquático.

Muitas vezes, assim como as nossas torcidas organizadas brasileiras, são relacionados a atos de violência e hooliganismo. O ataque que aconteceu na Romênia no fim de semana é de dar razão a todos aqueles que são contra o torcedor fanático. Partida entre Petrolul e Steaua, 42 do segundo tempo, 1-0 Petrolul, pênalti para o Steaua. Três torcedores do time da casa, que vencia o jogo, tentam invadir o campo, um deles consegue e dá um murro na orelha do zagueiro George Galamaz, para na seqüência, ser agredido pelo time inteiro do Steaua, o que é muito compreensível.


A troco de quê, com que propósito, são perguntas que não querem calar. Galamaz está surdo da orelha direita, a torcida do Steaua está mais unida do que nunca, e o Petrolul ganhou fama internacional apenas por conta do bastardo, chamado Stefan Dragos Enache. O episódio não é isolado, visto que, meses atrás, o mesmo grupo ultra do qual o sujeito faz parte apedrejou o ônibus da delegação do Astra, que chegava ao estádio do Petrolul para uma partida pela Copa da Romênia.

Ações estúpidas estão longe de ser banidas dos estádios, tanto na América do Sul quanto na Europa. Além do farto cardápio de demonstrações racistas ocorridas em diversos países europeus, manifestações nazistas, comuns entre certos grupos de torcedores especialmente da Lazio, continuam ocorrendo. No clássico entre Tottenham e Arsenal, um mês atrás, a torcida Gunner visitante, para ofender o ex-ídolo Adebayor, fez alusões ao ataque sofrido pela delegação de Togo durante a CAN de 2010 em Angola, que terminou na morte de três membros da delegação. Na Bélgica, ofensas similares foram feitas ao goleiro japonês Kawashima, em alusão aos desastres nucleares em Fukushima.

Como sabemos, os idiotas existem em todos os lugares. Em grupo, tendem a ficar mais idiotas ainda. E vão manchando o nosso esporte favorito.